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A precisão de Ayrton Senna

02/06/2015
Araraquara / SP
Jonas Bezerra
Foto: Divulgação

O piloto brasileiro bateu no muro depois que o mudaram de lugar.

Numa matéria publicada pelo portal UOL esta semana, de autoria da jornalista Julianne Cerasoli, retrata uma passagem do início de carreira na Fórmula 1 do que viria a ser um dos principais pilotos da história do automobilismo mundial, Ayrton Senna.

O fato se passou em 1984, no GP de Dallas, Estados Unidos. Era o primeiro ano do piloto brasileiro na categoria. Senna chega ao boxe de sua equipe depois de abandonar por quebrar a roda em um toque no muro e falando com todas as letras: "O muro deve ter se movido, por isso eu bati". Imagine um piloto novato falando isso. E pior! Ele estava certo.

Esta passagem marcou na memória do engenheiro Pat Symonds, então na Toleman e hoje diretor técnico da Williams. "Tìnhamos um carro muito bom naquele momento, usávamos pneus Michelin e estávamos muito competitivos. Na corrida, ele fez uma boa largada, rodou e estava abrindo caminho no pelotão quando tocou no muro, danificou a roda, e teve de abandonar", contou o inglês em entrevista exclusiva ao Portal.

Senna continuou mantendo sua versão e ele e Symonds foram para a pista checar o local onde o brasileiro havia tocado o muro. De acordo com o engenheiro, no circuito de rua em Dallas, usaram blocos de concreto para delimitar a pista. No lugar onde Senna havia batido um dos blocos estava em um ângulo diferente dos outros, por uns 3cm. “Alguém devia ter tocado antes e o bloco se mexeu. E Ayrton estava pilotando de maneira tão precisa que acabou tocando", diz Symonds.

Para o engenheiro, aquela autoconfiança mostrada por Senna quando ele ainda dava seus primeiros passos na Fórmula 1, aos 24 anos, foi sua marca registrada ao longo da carreira.

O adeus de seu mentor

Na semana passada, faleceu Lucio Pascual, o Tche. Ele foi o primeiro “professor” de Ayrton Senna da Silva no automobilismo. O preparador, de 64 anos, estudou mecânica e eletricidade na Espanha. Logo que chegou ao Brasil, há 40 anos, trabalhou na extinta Gurgel. Depois, montou sua oficina e se especializou em motores. O reconhecimento do aluno veio numa carta encaminhada ao mestre.

Nela, o Senna diz: “És uma pessoa que tem uma incrível responsabilidade no que diz respeito à minha vida. Você é quem me ensinou quase tudo que sei, quem me ajudou e esteve presente em todos os momentos. É a pessoa que me fez chegar onde estou. É o maior responsável por minhas glórias. Nem imagina o quanto sou grato. Você conseguiu conquistar um grande afeto e carinho da minha parte.

Tchê, você é extraordinário e é alguém a quem estou bastante ligado. Pode acreditar em tudo isso, pois é o que mais sincero tenho para lhe dizer espanholo”. (Colaboração de Michel Martins)

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