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Um dos grandes nomes do futebol, Johan Cruyff morre aos 68 anos

25/03/2016
Araraquara / SP
Jonas Bezerra
Foto: Internet

Líder do Carrossel Holandês da década de 1970 e um dos maiores ídolos da história de Ajax e Barça, ex-jogador falece em Barcelona, rodeado por sua família

O futebol perdeu um de seus grandes ícones nesta quinta-feira. Johan Cruyff, considerado o líder do chamado Carrossel Holandês da década de 1970 e um dos maiores ídolos da história do Barcelona, morreu aos 68 anos, depois de lutar contra um câncer no pulmão. 

- Em 24 de março, Johan Cruyff morreu pacificamente em Barcelona, rodeado por sua família, após uma dura batalha contra o câncer. É com grande tristeza que pedimos respeito à privacidade da família durante seu período de luto - diz comunicado divulgado pelo site oficial do ex-jogador.

Cruyff teve um um câncer de pulmão diagnosticado em outubro do ano passado, quando iniciou sua luta contra a doença. No mês passado, o ídolo holandês chegou a dizer que estavavencendo a batalha "por 2 a 0", elogiando o trabalho dos médicos que vinham comandando seu tratamento. O ex-jogador tinha longo histórico de fumante e, mesmo tendo deixado o vício há 24 anos, considera que o cigarro "quase tirou" tudo o que havia conquistado com o futebol.

Considerado responsável por um estilo revolucionário de jogar futebol, Cruyff dividiu sua paixão entre a Holanda e a Catalunha durante a maior parte de sua vida. O meia-atacante conquistou com o Ajax três vezes seguidas a antiga Copa dos Campeões da Europa e seis vezes o Campeonato Holandês, entre as décadas de 1960 e 1970 - o que chamou a atenção do Barcelona, que buscou sua contratação às vésperas da histórica Copa de 1974.

No clube catalão, Cruyff conquistou apenas uma vez o Campeonato Espanhol, em sua temporada de estreia - encerrando um jejum de 14 anos. Astro em jogos históricos, como a goleada por 5 a 0 imposta sobre o Real Madrid dentro do Santiago Bernabéu, ele deixou seu nome marcado no local onde voltaria como treinador décadas depois e criaria raízes, passando os últimos dias de sua vida na cidade.

Cruyff foi o grande expoente da seleção holandesa que assombrou o mundo com sua maneira diferente de jogar futebol no Mundial de 1974. A equipe comandada por Rinus Michels adotou uma disposição tática muito diferente para a época, com os atletas tendo liberdade para trocarem de posição, em um sistema que fez o time entrar para a história como a Laranja Mecânica. Após vitórias histórias sobre Argentina e Brasil na segunda fase, a equipe acabou derrotada na final diante da Alemanha Ocidental, anfitriã do torneio.

Curiosidade!

Na Copa do Mundo de 1974 era vetada a estampa da logomarca de patrocinadores nos uniformes das seleções. A Holanda tinha como fornecedora esportiva a Adidas. A empresa alemã encontrou uma solução curiosa, usando-se três listras nas mangas das camisas laranjas, nos calções e nas meias.

Como Cruyff era patrocinado pela Puma, rival da Adidas, ele ameaçou a não disputar o Mundial caso a Adidas não desse um jeito. Entrou em campo apenas com duas listras no uniforme. O zagueiro Haan foi outro que jogou apenas com duas faixas.

Com o fim da polêmica, Cruyff levou a Holanda à final da Copa do Mundo daquele ano, porém, a Laranja Mecânica sucumbiu à Alemanha Ocidental e ficou com o vice-campeonato após derrota por 2 a 1. O meia fez três gols durante toda a campanha em terras germânicas.

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