• | Você está ouvindo: Rádio PWZ

HOME / Notícia / Cris Trentim retorna às pistas

Cris Trentim retorna às pistas

08/04/2015
Araraquara / SP
Jonas Bezerra
Foto: Divulgação

Um dos grandes nomes femininos na motovelocidade brasileira retorna depois de um ano

Cris Trentim foi a primeira mulher na motovelocidade a competir uma temporada completa na motovelocidade brasileira. Perfeccionista e determinada, ela conquistou o seu espaço num universo dominado por homens. Depois de um ano parada, dedicando-se à sua empresa, ela iniciou os treinos neste ano e promete entrar com toda a força em 2016.

“Eu fiquei parada um ano. Se profissionalmente foi bom, foi uma vitória para mim, do lado esportivo foi uma derrota. Tive que abrir mão de tudo que tinha conquistado no esporte. Parei no melhor momento”, diz. E continua: “Era um ano de tudo ou nada. Eu tinha que me organizar a empresa”, complementa.

Mesmo não pilotando, ela manteve a forma física e já começa a participar de track-day. “Eu quero estar 100%. Quero ter a certeza de que vou competir legal”, diz ela que já iniciou o treino no circuito de Londrina/PR, onde tudo começou.

Competindo na categoria SBK Pro AM Light, ela diz que está mais madura, menos ousada. “Eu comecei tarde no esporte. Hoje, qualquer acidente demora um certo tempo de recuperação. Por isso, estou mais caltelosa”.

Fã de piloto italiano Valentino Rossi e do brasileiro Alexandre Barros, ela destaca que vários pilotos araraquarenses fizeram história, entre eles, o Penha (José da Penha Moreira).

Breve histórico

Aos 13 anos, ela já dirigia o carro e o caminhão de seu pai que relutou em comprar uma moto para a filha. O gosto pela velocidade, de andar no limite estava em sua veia. Ela mesma se autodefinia como “racheira”. Desafiava os jovens de sua época em rachas que aconteciam em diversos lugares.

Embalada pelos filmes da época – entre eles, “Velozes e Ferozes” – e já casada, ela adquire a máquina de seu sonho, uma moto 750cc.

Filha de Leonor e Gilmar Trentim e esposa de Luiz Alberto Pelegrino, ela saiu da simpática e pacata Santa Lúcia/SP para romper barreiras, quebrar tabus e se tornar o ícone feminino da motovelocidade brasileira.

“Quando cheguei, os demais pilotos e profissionais do meio acreditavam que eu seria mais uma garota que disputaria uma, duas ou três etapas e depois sumiria. Quando perceberam que eu estava ali realmente para competir, conquistei o respeito deles. Isso é muito bom. Ainda no Brasil, a motovelocidade é um mundo dominado pelos homens. Na Europa, há alguns anos existe a categoria feminina. Em breve, chegaremos lá”, salienta Cris.

Na temporada 2012, ela conquistou o 10º lugar entre os mais de 40 pilotos participantes.

Galeria de Fotos

Comentário(s) - 0

Seja o primeiro a comentar.