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“Tive a honra de jogar com o Faustino”

24/10/2015
Araraquara / SP
Tetê Viviani
Foto: Arquivo pessoal

Um breve relato do despachante WILSON PEDROSO, o Índio

Profissional mediano das equipes da primeira, segunda e terceira divisões do Interior paulista, Wilson Pedroso, o Índio, nunca enfrentou Pelé, mas revela com orgulho que atuou com Faustino, o Linguiça, no lendário ataque do Bragantino de Bragança Paulista. A linha do início dos anos era Faustino, Prado, Adilson, Índio e Wilsinho.

“O melhor ponta direita do futebol brasileiro que eu vi e tive a honra de jogar no mesmo time”, enfatiza.

Ora na meia esquerda ora na meia direita, Índio alimentava o ataque e também marcava gols. “O Machado, da Ferroviária, fez a barreira no canto esquerdo da área, Na batida da falta ameacei cruzar e bati direto encobrindo a barreira e balançando a redes”, recorda a vitória do São Bento por 2 a 0 contra a Locomotiva em 1969.

Arrependido, Índio, que ganhou o apelido na infância pelo corte de cabelo, conta que vibrou próximo ao banco da AFE para provocar o técnico que o dispensara. “Era muito jovem e fazia algumas besteiras”, justifica.

Outro gol bonito que Índio marcou foi contra o SC Corinthians, no dia 11 de julho, em jogo amistoso na festa de aniversário de Andradina. “Bateram escanteio e no rebote da zaga eu peguei de voleio mandando na ‘furquilha’ do meu time de coração”, relata. No Andradina Futebol Clube ele atuou por três anos entre 65 e 68.

O técnico Sílvio Pirilo, que marcou época no São Paulo FC, e foi o que mais o impressionou. “Ele fazia treinamentos inovadores para a época (anos 60) e também encaminhava os atletas para um podólogo". O médico, jornalista e comentarista Osmar de Oliveira também marcou a carreira do profissional Índio.

Na Ferroviária, Índio foi campeão nas categorias de base várias vezes. “A gente ganhava tudo que disputava na época dos treinadores Picolim e Pirola”, relembra ao apontar na foto a faixa de octacampeã juvenil de 1961.

“Eu lacei muitas chuteiras para os profissionais Bazani, Baiano, e Beny”, explica Índio ao recordar que as chuteiras eram mais duras e as novas eram distribuídas, primeiro, aos juvenis e depois aos profissionais que as usavam já laceadas.

Grandes momentos o meia passou no Bragantino nos anos 1970 e 1971, só que o pagamento atrasava demais. “Fui à mansão dos Abi Chedid e sai levando porradas dos seguranças e sem dinheiro algum. Aí resolvi parar com o aventura de jogador profissional aos 24 anos de idade”, completa humorado.

De volta a Araraquara, Índio foi acolhido pelo amigo Omar de Souza e Silva, o Mazinho, que o empregou no Escritório Bandeirantes. De empregado a sócio, o ex-atleta profissional conquistou inúmeros clientes pela humildade e bom atendimento. Após a morte de Mazinho, Índio comprou a parte dos herdeiros na sociedade.

No futebol amador local, o meia defendeu o Santana, Estrela FC Gracianauto, Paulista e os Veteranos da ADA.

Curtindo a vida com a esposa Vera Lúcia, as filhas Keli Cristina, Tatiana e Daiana, as netas Luana e Letícia e os genros André Talora e Plínio Roberto, Índio ainda bate uma bola nos gramados do Clube Náutico. ‘É uma oportunidade para quem não viu, ver de perto o estilo do meia que completa 70 anos em janeiro de 2016”, brinca.

Boleiros

“A convivência com os boleiros é o que a gente leva para toda a vida do futebol”, diz ao revirar a caixa de fotografias.

“O Chicão, volante do São Paulo FC e Seleção Brasileira, era bom de copo e o Batista ex-ponta do Santos FC tomava de canudinho deitado na cama nas concentrações”, revela.

Outro fato curioso, narra Índio: “O lateral esquerdo Dorival matava mosquito e baratas. Depois ele reunia o pessoal para fazer apostas. Para comer um mosquito ele cobrava Cr$ 1 de cada um, já a barata ele cobrava Cr$ 5! A gente apostava e ele comia de verdade”.

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Comentário(s) - 2

Gilberto Mafra Cabral
Publicado em: 15/02/2017 - 15:47:08

Sr. Wilson(Os mais velho eu repeito) por isso chamo-o de senhor> Grande prazer em reencontrá-lo, pois dentre os nossos amigos de Andradina, hoje falo com o Corvo(Nadir) as vezes com os Cardosos, Armel, Norival, e sempre tentando encontrar alguém, pois, entre ontem e hoje, O /corvo mandou-me uma foto do Andradina, e aí comecei a

lembrar-me dos nomes reais, e cheguei até você. Grande abraço e que Deus Abençoe você e sua Família. Continue nos escrevendo.

JOAO CARDOSO FILHO
Publicado em: 02/08/2016 - 19:00:11

Lembro que o Índio quando jogava no Andradina FC num jogo contra o Corinthians de Prudente marcou um golaço do meio de campo no goleiro Mão de Onça

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